Cientistas criam técnica que transforma CO2 em combustível

Publicado originalmente em O Globo.

RIO — O dióxido de carbono é apontado pelos cientistas como um dos principais atores das mudanças climáticas, e uma nova tecnologia pode ajudar a reduzir os níveis desse gás na atmosfera. Um estudo do Departamento de Energia dos EUA, em parceria com a Universidade de Illinois, em Chicago, foi capaz de reproduzir o processo natural da fotossíntese e transformar o CO2 em energia renovável usando a luz solar.

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Plantas transformam o dióxido de carbono em energia pelo processo de fotossíntese – Fabio Seixo / Agência O Globo

De acordo com Larry Curtiss, químico do Departamento de Energia e coautor do estudo, um dos maiores desafios para as tecnologias de sequestro de dióxido de carbono é que o composto é pouco reativo, o que torna difícil transformá-lo em outras substâncias. Na natureza, quando as plantas capturam o CO2 da atmosfera e o transforma em açúcar, elas usam uma enzima como catalizadora orgânica. Em laboratório, Curtiss e sua equipe conseguiram reproduzir o processo com um composto metálico chamado disseleneto de tungstênio. Continuar lendo

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Idesam e 99: corridas sustentáveis que conectam o Brasil à Amazônia

Durante uma corrida de táxi no dia a dia, ao ouvir sobre o trabalho desenvolvido pelo Idesam na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã (estado do Amazonas/Amazônia), um curioso taxista relatou para o gerente do Programa Carbono Neutro, Flavio Cremonesi, que gostaria de receber o selo de certificação do carbono no carro dele.

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“Desejo contribuir com a Amazônia e que os passageiros saibam disso”, assim o taxista disse; a partir daí, o Idesam e a start-up 99 formularam a operacionalidade de como fazer com que as pessoas e as organizações do Brasil se conectassem com a Amazônia, em mais de 300 municípios onde o aplicativo atua.

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Captura de carbono se dissemina como opção para frear aquecimento

RIO — O cronômetro para o caos climático está correndo, mas a Humanidade ainda não encontrou soluções para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Estudo recente publicado na revista “Nature” indica que as propostas apresentadas pelos 195 países participantes da Conferência de Paris, em dezembro último, são insuficientes para manter o aquecimento médio do planeta abaixo dos 2 graus Celsius (em relação à era pré-industrial). Entretanto, uma técnica inovadora vem ganhando relevância em diferentes locais no planeta como aposta para reverter o quadro. Segundo especialistas, as tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) ainda enfrentam barreiras econômicas e tecnológicas, mas têm o potencial para frear a escalada de emissões.

A tecnologia ainda é incipiente, mas vem se disseminando. De acordo com relatório da Global CCS Institute, existem no mundo 15 projetos de grande escala em operação, e outros sete em fase de construção. Juntas, essas 22 instalações são capazes de capturar e armazenar 40 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano. Pode parecer muito, mas de acordo com o relatório mais recente da Base de Dados de Emissões para a Pesquisa Atmosférica Global, em 2014 foram emitidas 35,7 bilhões de toneladas de CO2.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/captura-de-carbono-se-dissemina-como-opcao-para-frear-aquecimento-19681125#ixzz4EmjoNK4P

Incentivo à agricultura de baixa emissão de CO2

Uma economia contemporânea de baixa emissão de carbono é, além de uma mudança internacional, uma meta a ser atingida pelas nações onde o desenvolvimento das mesmas esteja atrelado à sustentabilidade global, uma vez que elas lutarão contra a propagação de Gases de Efeito Estufa (GEE) provenientes de seus recursos.

Os impactos contínuos vindos dos GEE podem se tornar irreversíveis, o que desencadeia numa crise climática mundial gerando, por tabela, mudanças sociais, econômicas e ambientais também.

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Produtores atuam diretamente na implementação dos Sistemas Agroflorestais na RDS do Uatumã. Foto: Eduardo Zappia

Em 2009, o Brasil assumiu, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Copenhage, o desafio de conter um dos principais precursores de emissões de CO2 e devastadores de seu território: o desmatamento da Amazônia. Continuar lendo

Trançados do Uatumã: Artesanato da Amazônia em conexão com o Brasil

O incentivo ao manejo sustentável de recursos naturais na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã para as comunidades através do artesanato é uma alternativa que o movimento de moda sustentável EcoEra encontrou para valorizar as matérias-primas presentes na Reserva do Uatumã e as habilidades que, principalmente, as mulheres locais possuem por meio de conhecimento da manufatura tradicional.

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“Trançados do Uatumã” com a força “valorizando as mãos habilidosas que habitam a floresta” é o nome do projeto que visa a preservação da floresta amazônica e o fomento do relacionamento entre as ribeirinhas que já fazem artesanato, na Reserva do Uatumã e os grandes centros urbanos, através da capacitação de um grupo de cerca de 25 mulheres que dedicam em levar a arte da reserva adiante.

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