Trançados do Uatumã: Artesanato da Amazônia em conexão com o Brasil

O incentivo ao manejo sustentável de recursos naturais na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã para as comunidades através do artesanato é uma alternativa que o movimento de moda sustentável EcoEra encontrou para valorizar as matérias-primas presentes na Reserva do Uatumã e as habilidades que, principalmente, as mulheres locais possuem por meio de conhecimento da manufatura tradicional.

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“Trançados do Uatumã” com a força “valorizando as mãos habilidosas que habitam a floresta” é o nome do projeto que visa a preservação da floresta amazônica e o fomento do relacionamento entre as ribeirinhas que já fazem artesanato, na Reserva do Uatumã e os grandes centros urbanos, através da capacitação de um grupo de cerca de 25 mulheres que dedicam em levar a arte da reserva adiante.

A criação de uma central de artesanato na Reserva do Uatumã é um dos principais objetivos do projeto que, além de benéfico para as comunitárias, possibilita que o EcoEra, em parceria com o Programa Carbono Neutro Idesam, trabalhem em conjunto para desenvolver uma nova forma de geração de renda que garantirá benefícios a longo prazo para as famílias residentes das comunidades do Livramento e de Santa Luzia, localizadas na reserva.

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Para a consultora de moda, criadora do movimento EcoEra e colunista da Vogue Brasil, Chiara Gadaleta, o projeto favorece as próprias comunitárias, a Reserva do Uatumã e a Amazônia.

 “Percebemos também que não existia nenhum grupo de mulheres ribeirinhas; a central de artesanato é uma forma de promover essa união, além de preservar o que há de mais valioso para elas, a própria floresta”, aponta.

A consultora esteve duas vezes na Reserva do Uatumã e, durante as idas, interagiu com produtoras rurais de sistemas agroflorestais beneficiadas pelo Programa Carbono Neutro. Em todas as visitas, Gadaleta explicou para as comunitárias como será o desenrolar do projeto e o processo de capacitação e apoio.

Inicialmente, a metodologia proposta pelo movimento EcoEra para as comunitárias é a criação de coleções, que serão certificadas pelo Programa Carbono Neutro Idesam, para o portfólio do projeto através do conhecimento de produção de artesanato de cada uma das 25 integrantes.

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“O Ecoera vai ser a ponte entre o trabalho feito na Reserva do Uatumã e o mercado artístico de moda pelo Brasil. Acreditamos que só com essa aproximação do urbano com o rural/florestal é que a preocupação das pessoas em querer conservar a Amazônia vai ter uma relevância mais significativa”, afirma.

Em breve, a campanha de captação de fundos do projeto “Trançados do Uatumã” estará disponível pela plataforma Catarse, iniciativa que garantirá o projeto continue saindo do papel e se transforme cada vez mais em realidade.

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