Experimento quer identificar se excesso de CO2 pode salvar a floresta tropical do aquecimento global

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AmazonFACE começa em 2015 e será viabilizado com doação do BID entre outros parceiros


O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançaram hoje projeto que apoiará o experimento AmazonFACE, na floresta Amazônica.


A tecnologia FACE é usada para simular condições futuras, expondo ecossistemas a uma atmosfera enriquecida em CO2. Na prática, uma área da floresta é selecionada para receber grandes quantidades de CO2, criando condições para os cientistas avaliarem como ela se comportaria numa situação de aquecimento, assim como a biodiversidade que ela abriga, e os serviços ecossistêmicos que ela provê.

Com início previsto para 2015, neste experimento serão reservadas duas parcelas de 30 m de diâmetro por 35 m de altura da floresta, dentro da Reserva Biológica Cuieiras, administrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que receberão o CO2 por meio de antenas instaladas ao redor da área.

As mudanças causadas pela queima de combustíveis fósseis e o desmatamento representam uma séria ameaça para as florestas da bacia Amazônica. Acredita-se que temperaturas mais elevadas e condições mais secas possam causar uma grande perda de área florestal,embora os impactos das mudanças climáticas sobre ecossistemas tropicais sejam ainda incertos.

O experimento AmazonFACE vem reduzir essas incertezas e se mostra importante para o direcionamento de futuras políticas de desenvolvimento na região Amazônica, assim como para avaliações globais da vulnerabilidade de ecossistemas às mudanças climáticas.

Experimentos FACE estão sendo conduzidos para espécies agrícolas e florestas temperadas nos Estados Unidos, Austrália e em alguns países da Europa, mas pela primeira vez será realizado em uma floresta tropical. Os resultados poderão oferecer subsídios para formuladores de políticas ambientais.

A primeira fase do projeto, que inclui o planejamento e o teste piloto, deve ser concluída em 2017 e os resultados serão divulgados através de revistas e jornais científicos, e comunicados ao público em geral através de workshops e relatórios para agências governamentais. O Plano Científico lançado hoje está disponível ao público e traz os detalhes de todas as fases do projeto, que deve ser concluído em 2027.

Além do MCTI, fazem parte da iniciativa a Universidade Estadual Paulista, o INPA, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e o CNPQ, entre outros.

 

(Fonte: Instituto Carbono Brasil)

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