Coréia do Sul pode ter o maior preço para o carbono no mundo

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Os créditos de carbono no futuro esquema de comércio de emissões da Coréia do Sul (KETS, em inglês), que entrará em vigor em janeiro de 2015, poderão custar até KRW 100 mil/tonelada (cerca de R$ 220/t), bem acima dos preços europeus, atualmente em cerca de € 6/t (R$ 19/t).

A afirmação é da consultoria Thomson Reuters Point Carbon (TRPC), que concluiu que o cálculo das emissões de gases do efeito estufa realizado pelo governo sul-coreano está subestimado em 31%. Assim, o limite de emissões para as empresas cobertas pelo mercado será mais rigoroso do que se pensa.

O governo anunciou há algumas semanas que o nível de referência do ‘business as usual’ (BAU – se nada fosse feito)  seria de 776,1 milhões de toneladas (Mt) em 2020. Presumindo que os setores cobertos pelo KETS abrangeriam 60% desse total, o limite de emissão seria de 326 Mt em 2020, explica a TRPC, completando que isto tornaria o esquema realmente severo.

Ao realizar suas próprias estimativas, os analistas da TRPC concluíram que o governo provavelmente está subestimando as emissões para 2020. Na realidade, o nível do BAU seria 100 Mt superior do que a projeção oficial.

“A indústria coreana já é bem eficiente e não tem muitas oportunidades de abatimento interno abaixo de KRW 100 mil/ton. Portanto, um limite ainda mais rígido do que o previsto em nossos modelos implica que as empresas teriam que enfrentar multas de não cumprimento de KRW 100 mil/ton quase desde o inicio do mercado”, ressaltou Jelena Simjanovic, gerente de mercados emergentes da TRPC.

Simjanovic pondera que o governo ainda precisa finalizar as regras para alocação de permissões e compensação de emissões, além de poder mudar o limite de emissões do KETS até um ano antes do início do período de compromisso, portanto, ainda há chance de mudanças neste cenário.

“[Estas mudanças] poderiam aliviar o valor do carbono no KETS. Afinal, ainda não vimos um mercado de carbono que acabou sendo tão rígido”, concluiu.

A meta do KETS é promover um corte de 30% nas emissões em relação ao cenário BAU até 2020.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

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