Estudo afirma: emissões de CO2 não diminuem com crise econômica

Segundo as regras da proporção, assim como crescem de forma acelerada em períodos de prosperidade, as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) deveriam cair rapidamente em épocas de recessão, certo? Errado. É o que aponta uma nova pesquisa publicada neste domingo (7) no site da revista Nature Climate Change.

Quem encabeça o estudo é Richard York, da Universidade de Oregon, que usou estatísticas do Banco Mundial de mais de 150 países entre 1960 e 2008. “O declínio econômico não leva a um declínio tão grande nas emissões como uma quantidade comparável de crescimento econômico leva ao crescimento nas emissões”, concluiu.

Para York, a principal causa desta dinâmica é uma infraestrutura construída durante os períodos de crescimento que ainda é utilizada durante a recessão. Isso significa que o estilo de vida das pessoas nem sempre é alterado de forma drástica pelas oscilações econômicas e quando as economias declinam, por exemplo, as fábricas não fecham imediatamente e as pessoas não param de dirigir.

A pesquisa também revelou que as estimativas preveem a expansão da economia mundial de US$ 235 trilhões para US$ 550 trilhões até 2100 (em 1990 o valor foi de US$ 21 trilhões). Isso poderia aumentar as emissões de gases do efeito estufa, e, consequentemente, as temperaturas mundiais, que subiriam entre 1,1 e 6,4 graus Celsius.

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